Óleo de Copaíba Bálsamo (Bálsamo de Copaíba) -ANVISA

Produto novo

Óleo de Copaíba bálsamo - Óleo vegetal 100 % puro

Importante : Aplicações cosméticas e farmacologias ( apenas pasta de dentes e outros cosméticos que entram em contato com mucosa) , uso externo.

Não destina-se a aplicações alimentares, segundo a FDA , somente autorizado como aditivo alimentar em baixa quantidade como flavorizante .

ANVISA número de registro : 25351.146037/2019-42

Validade : 04/2022

Informações adicionais: não testado em animais e sem ingredientes de origem animais, para low poo e no poo,  vegano, não contém: parabenos, sulfatos, perfume artificial, corante artificial , óleo mineral e silicones.

Mais detalhes

27 Itens

R$ 37,80

  • 30 ml
  • 100 ml

Ficha técnica

NCM 15159090

Mais informações

INCI Name:  Copaifera Officinalis Resin

Introdução

Encontrada na floresta Amazônica e demais  regiões  como : Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Pará, São Paulo, Paraná e nas partes mais úmidas do Nordeste, a copaíba (Copaifera sp) ou Copaibeira, pertencente à família da Leguminosae-Caesalpinioideae , é uma árvore muito frondosa, com folhagem densa, de grande porte e de madeira avermelhada, também encontrada na África tropical, Antilhas, Colômbia, Guianas, México e Venezuela.

Extraído por meio de uma incisão no tronco, o bálsamo da copaíba, conhecido como óleo, já era  utilizado  pelos índios brasileiros, quando os portugueses aqui chegaram; depois, foi também utilizado pelos jesuítas. O bálsamo é uma secreção vegetal complexa, com odor aromático característico, rica em diversos princípios ativos e produzidos por várias espécies vegetais. Durante sua formação, o bálsamo é acumulado em cavidades do tronco e, através de furos, é extraído artesanalmente, apenas uma vez ao ano, com auxílio de tubos ou canaletas. Acredita-se que o uso terapêutico desse óleo pelos indígenas tenha-se baseado na observação do comportamento de certos animais que, quando feridos ou picados por insetos e bichos peçonhentos, esfregavam-se nos troncos das copaibeiras. 

O óleo, de sabor amargo, depois de filtrado, apresenta uma consistência oleosa e tonalidades que variam da cor amarelo-pálida a pardo-esverdeada,  com ligeira fluorescência. Os diversos tipos de óleos da copaíba podem apresentar diferentes características: branco aquoso, amarelo e de cor escura e mais consistente do que outros. A quantidade de óleo produzida e a sua consistência dependem de fatores como  :clima, solo, idade da árvore, estado de saúde do tronco e modo de explorar a árvore.

O  óleo-resina de copaíba é uma substância natural (Cascon & Gilbert, 2000) composta de uma parte sólida (Rigamonte Azevedo et al., 2004), resinosa não volátil (Lloyd, 1898) formada por ácidos diterpênicos (Cascon & Gilbert, 2000; Rigamonte Azevedo et al., 2004; Veiga Junior et al., 2005; Oliveira et al., 2006; Ramos, 2006) responsável por 55 a 60 % do óleo (Rigamonte Azevedo et al., 2004), que, segundo Freire et al. (2006), é utilizada como bálsamos, diluída na outra parte, um óleo essencial (Lloyd, 1898; Cascon & Gilbert, 2000; Rigamonte Azevedo et al., 2004), composto de sesquiterpenos (Rigamonte Azevedo et al., 2004; Araújo Júnior et al., 2005; Veiga Junior et al., 2005; Oliveira, et al., 2006; Ramos, 2006). Estes podem ser divididos em sesquiterpenos oxigenados (álcoois) e hidrocarbonetos sesquiterpênicos (Cascon & Gilbert, 2000) que, segundo Maciel et al. (2002), possuem maior atividade antiinflamatória quando comparados aos outros dois grupos presentes.

Os principais sesquiterpenos encontrados no óleo-resina da copaíba são:  β-cariophileno (Craveiro et al., 1981), que possui comprovada ação antiinflamatória, antibacteriana, antifúngica e antiedêmica (Veiga Junior & Pinto, 2002; Oliveira et al., 2006; Ramos, 2006), a β-bisaboleno (Maciel et al., 2002; Veiga Junior & Pinto, 2002; Oliveira et al., 2006; Ramos, 2006), com propriedades descritas como antiinflamatórias e analgésicas (Oliveira et al., 2006; Ramos, 2006), além do α-humuleno, a e β-selineno (Veiga Junior & Pinto, 2002; Oliveira et al., 2006; Ramos, 2006), α-bisabolol, β-elemeno (Maciel et al., 2002; Veiga Junior & Pinto, 2002), γ-cadineno (Maciel et al., 2002; Veiga Junior & Pinto, 2002; Silva et al., 2006), α-cadinol (Veiga Junior & Pinto, 2002), entre muitos outros. Segundo Silva et al. (2006), o óleo essencial extraído das folhas da copaibeira possui composição semelhante à da parte volátil sesquiterpênica do óleo-resina, com substâncias como β-cariophileno, cadinol, Germacreno D e B e γ- cadineno.

Importante

  • Aplicações cosméticas e farmacólogias ( apenas pasta de dentes e outros cosméticos que entram em contato com mucosa) , uso externo.
  • Não destina-se a aplicações alimentares, segundo a FDA , somente autorizado como aditivo alimentar em baixa quantidade como flavorizante . 

Referências Bibliográficas

  • BARATA, L.E.S.; MENDONÇA, C. Copaíba: propriedades farmacológicas, etnofarmacológicas, usos. Rio de Janeiro: GEF/Instituto pró-natura, 1997. 31p.
  • BLOISE, M.I. Óleos vegetais e especialidades da floresta amazônica. Cosmetics & Toiletries, v.15, n.5, p. 46-9, 2003.
  • CASCON, V.; GILBERT, B. Characterization of the chemical composition of oleoresins of Copaifera guianensis Desf., Copaifera duckei Dwyer and Copaifera multijuga Hayne. Phytochemistry, v.55, n.7, p.773-8, 2000.  
  • CRAVEIRO, A.A. et al. Óleos essenciais de plantas do Nordeste. Fortaleza: Editora UFC, 1981. 150p.
  • LOUREIRO, A. Essências madeireiras da Amazônia, Manaus: INPA/CNPq, 1979. v.1, 125p.
  • Pieri, F.A.; Mussi, M.C.; Moreira, M.A.S. Óleo de copaíba (Copaifera sp.): histórico, extração, aplicações industriais e propriedades medicinais. Revista Brasileira de Plantas Medicinais. 2009. Vol. 11.
  • VEIGA JUNIOR, V.F.; PINTO, A.C. O Gênero Copaifera L. Química nova, v.25, n.2, p.273-86, 2002.  V
  • VEIGA JUNIOR, V.F. et al. Plantas medicinais: cura segura. Química nova, v.28, n.3, p.519-28, 2005.        
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