Mocinhos ou Bandidos?

Olá, tudo bem?

Ao longo desses últimos anos ouvi muitas histórias sobre essências e óleos essenciais, onde as essências são vilãs e os óleos essenciais são mocinhos, ás vezes parece até aqueles romances do velho oeste, nessas histórias não há mocinhos e nem bandidos, o importante é o “conhecimento“.  Essências são produtos sintéticos derivados do petróleo cuja a função principal é perfumar, sem pretensão de qualquer atividade farmacológica, elas estão praticamente em todos os produtos de consumo diário em nossas vidas.

Óleos essenciais são provenientes de plantas, podemos dizer até que óleos essenciais são vivos e complexos possuem propriedades terapêuticas, os quais podem ser utilizados em técnicas  de aromaterapia,  lembrando que não é porque são naturais que devam ser utilizados sem critério de maneira negligente, pois a diferença entre “fazer bem ou fazer mal ” está na dosagem utilizada.

Mas afinal de contas por que há tantas confusões entre eles? Talvez  seja porque há um misticismo do que é sintético não serve e o que é natural serve perfeitamente para nós seres humanos. O sintético em excesso pode comprometer a função de qualquer  ativo em uma formulação assim como o natural em excesso em uma massagem terapêutica  é capaz de provocar verdadeiras reações alérgicas.

Quantas vezes ao entrar em uma loja perfumada com um  aromatizante sintético  sentimos uma satisfação  agradável de frescor e limpeza,  assim como é agradável receber uma massagem terapêutica nos pés após um dia de cansaço e trabalho onde podemos usufruir do conjunto: óleos essenciais, óleos vegetais e técnicas terapêuticas.

O fundamental é bom senso e conhecimento!

Abraços, Inês Martins

 

Aromaterapia e Aromacologia no bem estar do dia a dia.

De volta ao assunto de memórias e a ciência de odores clique aqui, pudemos observar como os odores estão intimamente ligados ao nosso bem estar e as nossas memórias olfativas, mas como podemos usufruir de maneira benéfica no nosso bem estar? O olfato é um dos sentidos mais potentes que temos, quando inalamos óleos essenciais,  as células olfativas são estimuladas e repassam para o sistema límbico (centro emocional do cérebro), as propriedades de cada óleo essencial estimulando diferentes sistemas em nosso cérebro…pensando nisto é que surge a aromaterapia muito conhecida no mundo atual, que consiste no conjunto de técnicas de aplicação de óleos essenciais para obter efeitos terapêuticos (físicos ou emocionais), entre essas técnicas podemos citar:  a difusão aérea, massagem, banhos, fricção, compressas, escalda pés, pulverização, inalação e sauna facial entre outras.

Agora vamos conversar um pouquinho sobre aromacologia,  termo utilizado para definir efeitos psicológicos e fisiológicos das fragrâncias naturais( óleos essenciais)  ou sintéticas( essências), explorando as relações existentes entre os compostos aromáticos e os estados de espírito que eles estimulam em nosso bem estar diferentemente da aromaterapia, a aromacologia não se propõe a aplicações terapêuticas, dedicando-se principalmente as questões sensoriais.

Para entendermos melhor cito aqui um exemplo: quando compramos um xampu para cabelos oleosos a essência de menta (produto sintético) está ligado sensorialmente a função refrescante, mas não fisicamente a ação deste dependeria de um princípio ativo como óleo essencial de menta que poderia
estar ou não presente na fórmula, sabemos que o óleo essencial de menta tem a função de regular a produção sebácea e caspa, e também poderia proporcionar odor refrescante, outro exemplo seria os aromatizantes de ambiente cuja a função principal é proporcionar bem estar ao ambiente, em sua maioria estão presentes as essências.

No próximo post concluiremos a ciência dos odores falando dos óleos essenciais e das essências sintéticas.

Até lá,

Inês Martins

Beleza natural, sempre!!

Tudo bem?  Pra você o que é beleza?

Difícil de responder né…. já que a humanidade vem buscando  responder a essa pergunta  através dos tempos , o “fato”  é que durante nossas vidas, o nosso conceito de beleza vai mudando o que é apropriado em uma  fase da vida pode ser inconveniente em outra.

Há menos de um século, o  dicionário  definia  beleza assim …“ beleza é a propriedade que agrada aos olhos, aos ouvidos e ao intelecto , ou seja é  a faculdade estética ou senso moral ”, mas é perceptível entender que a noção de beleza  sendo sinônimo de juventude não se sustenta mais no mundo globalizado pois como é de conhecimento a população está envelhecendo,  o conceito atual de beleza padrão prioriza simplesmente o que é agradável aos olhos, pesquisas mostram que “para a maioria das pessoas a crítica da autoimagem é interiorizada por volta dos 14 anos e continua desgastando a autoestima ao longo do amadurecimento.” Isso tem impacto na saúde e bem-estar , há estudos que demostram que “ quem aceita a sua própria aparência e mais feliz e saudável”,  o estresse de lutar contra a si mesmo pode  prejudicar a saúde e que por sua vez  afeta a aparência e o aspecto físico.

A beleza deve ser sobretudo algo para sentir-se, parecer e expressar-se melhor e às vezes para cuidar-se e agradar-se. O objetivo é promover um ”eu” mais saudável, relaxado , confiante e confortável, o que é bonito é, pode ser bem diferente do que os outros acham bonito, recuperar a beleza natural pode ser considerado um processo para reduzir a distância entre quem você é , genuinamente , e o que os outros veem.

Seja você mesmo, leve e solto!

Bjos, Inês Martins