Dez cuidados fundamentais com os pés no inverno.

O inverno chegou e, junto com ele, a necessidade de cuidados especiais com o corpo. As baixas temperaturas agridem a pele, especialmente nas extremidades do corpo, como os pés e dedos. Segundo a pedóloga, Márcia Nogueira, responde as 10 principais dúvidas sobre a área nesta época do ano:

1 – Quais os principais cuidados com os pés nesta época do ano?
R: A hidratação diária é fundamental! Calçar sapatos confortáveis também é uma atitude preventiva muito importante, pois evitam o descolamento das unhas (onicólise), o encravamento das mesmas (onicocriptose) e a formação de calos e calosidades, que ocorrem como resultado da pressão constante dos calçados sobre estas áreas.

2 – Que atenção deve ser dada àscutículas?
R: As cutículas (eponíquio) protegem o local, onde se dá origem à unha, do ataque de microorganismos como os fungos, vírus e bactérias. Portanto, retirá-las profundamente é uma agressão. Remover apenas o excesso e hidratá-las, constantemente, as deixam saudáveis e com um bom aspecto. Você também pode aderir aos produtos que inibem o excesso de formação de pele nesta área. O mais difícil, a meu ver, é reeducar a cliente a não retirar a cutícula profundamente. Essa é nossa luta diária com clientes do sexo feminino.

3 – O uso do protetor solar nos pés também é necessário no inverno?

R: Inclusive no inverno, mesmo em dias nublados, o sol emite radiação. Há um grande índice de câncer de pele no dorso dos pés devido a falta de cuidado nesta área. O uso de Protetor solar nos pés, quando expostos, é obrigatório tanto no verão como no inverno!

4 – Quais os principais problemas que podem ocorrer pelo cuidado incorreto de unhas e pés?
R: As patologias mais comuns que acometem as unhas devido ao corte incorreto são a onicocriptose, que é a unha encravada, e a onicofose, que é aquele excesso de pele que se desenvolve embaixo da unha, devido à pressão na pele. O uso contínuo do esmalte também é um fator importante. Dá origem à leuconíquea, que são aquelas manchas brancas que ficam sobre as unhas. Isso ocorre porque, entre uma esmaltação e outra, é necessário dar um descanso para as unhas, para que elas arejem.
A onicofagia, que é o hábito de roer as unhas, também danifica sua formação, além de tornar o ambiente úmido, sujeito aos fungos e outros microrganismos. A infestação por fungos é muito comum nas unhas (onicomicose), pois se alimentam da queratina que as constituem.
Outra patologia muito comum nas donas de casa é a paquioníquea, que é a alergia a algum produto de limpeza mais a contaminação por bactérias e fungos. Executar as tarefas domésticas sempre com luvas de borracha e o uso tópico de um bactericida auxilia neste tratamento.

5 – Como os calos devem ser tratados?

R: Os calos são formados devido à pressão no local. A formação de hiperqueratose (engrossamento da pele) tem a intenção de proteger o local afetado. O calo só vai regredir e sumir se o agente mecânico for evitado. No caso, o calçado. Já no caso dos idosos, há formação de calos plantares devido à falta de gordura (coxins gordurosos), conseqüência da idade. Uma palmilha de conforto é bem vinda neste caso.

6 – Quais os hidratantes mais indicados para evitar o ressecamento dos pés no inverno?
R: Um creme de alta hidratação é indicado para esta estação. Indico aqueles que contêm aloe vera, com as propriedades umectante, antiinflamatória e revitalizante. Calêndula, com as propriedades emoliente, restauradora, cicatrizante e anti-séptica também é indicado. Este creme não deixa aquele aspecto gorduroso tão desagradável na pele.

7 – Você indicaria alguma receita caseira?
R: Existem várias receitas caseiras, mas eu não indico nenhuma. A dosagem correta de cada componente em uma fórmula é super importante e só o produto formulado por profissionais competentes devem ter o crédito do cliente.

8 – Os pés devem ser lixados? Com que freqüência?

R: Uma vez por mês é o suficiente. Lixá-los em demasia só fará com que a calosidade aumente, pois ela está lá para proteger a região. Se surgiu, teve algum motivo: aumento de peso, marcha incorreta e calçado inadequado podem ser uma das causas de seu aparecimento. Os pés, porém, devem ser HIDRATADOS, diariamente!

9 – Como evitar que micoses, fungos e frieiras surjam?
R: Os fungos e leveduras gostam de locais úmidos, escuros e quentes. Eles se alimentam de queratina, tanto das unhas como da pele. Para evitá-los, devemos tomar algumas medidas preventivas: usar meias de algodão, sapatos de couro (evitar os de plástico e alternar seu uso), enxugar bem entre os dedos (com toalhas separadas só para eles) e, se possível, secar os pés e unhas com secador após o banho. Banhos muito quentes propiciam o aparecimento de “frieiras”. Ao surgir alguma mancha nas unhas ou escamação nos pés, procure um podólogo para limpeza e orientações.

10 – Como evitar as rachaduras nos pés?
R: As rachaduras surgem nas calosidades devido à falta de elasticidade da pele, causada pelo ressecamento. O tempo seco, sandálias como as “rasteirinhas”, marcha inadequada, excesso de peso, problemas hormonais e até a quantidade de água que ingerimos contribuem para aumentar o ressecamento nas calosidades. A hidratação profunda diária é a melhor solução para estes casos. Devemos ficar atentos à causa dessa calosidade para evitar as rachaduras, pois estas são portas abertas para fungos, bactérias e vírus. Cicatrizá-las é a nossa maior preocupação.

 

Girassol, é o meu nome.

Olá, bom dia! Hoje vamos falar um pouquinho sobre os girassóis (Helianthus annus) , são plantas originárias da América do Sul cultivada pelos povos indígenas para alimentação, foi domesticada por volta do ano 1000 a.C. Suas flores e folhas são utilizadas para cicatrizar feridas e machucados. Suas sementes produzem um óleo de cor clara com aroma delicado ideal para usar como base de massagem ou ainda como um óleo para misturas com óleos essenciais.

O alto teor de ácido graxo linoleico (ômega 6)  e carotenóides torna o óleo de girassol poderoso para massagens no corpo  conferindo nutrição, umectação e vitalidade à pele, por ser um óleo de absorção mais lenta faz com que ele seja utilizado nos tratamentos estéticos, relaxantes e os mais longos em spas. Uma peculiaridade deste óleo é a aplicação no cuidado com os pacientes de cama, para o proteção das escaras que se formam. Extremamente versátil e compatível com todos os tipos de pele , de preferência as menos oleosas é o tratamento ideal devido seu preço e benefício.

Devido apresentar quantidades superiores de  Vitamina E  em relação as quantidade presente  na manteiga de karité e óleo de amêndoas , o óleo de girassol  leva vantagem quando utilizado regularmente,  prevenindo danos nas células da pele decorrentes da luz solar e os raios ultravioletas, previne  também formação de cicatrizes, suaviza a aparência de rugas já existentes e, em geral, melhora a saúde e a aparência da pele. Outro destaque também é a presença das vitaminas D, C e A. Pesquisas demonstraram que esse perfil faz com que o óleo de girassol possa ser utilizado  para proteger a pele dos recém-nascidos prematuros, cuja pele é mais susceptível a infecções.

Contém carotenóides  forma de vitamina A encontrada nas plantas e betacaroteno sendo considerado um excelente óleo para limpar e hidratar a pele propensa a acne, a presença do betacatoreno ajuda a suavizar a aparência de erupções vermelhas e inflamadas e manchas e igualar o tom de pele.

Fica a dica de um óleo interessante para diversas aplicações!

Até Breve, Inês Martins

As Memórias e a Ciência dos Odores

Sabe quando aquele aroma de café fresquinho ou de um bolo que acaba de sair do forno lembra a casa da sua avó ou da sua mãe?

Quando o cheiro de brinquedo novo, ainda na caixa, leva você de volta à infância? Ou, ainda, quando amaciante lembra cheiro de bebê?

Existem cheiros que acalmam e que agitam, que nos fazem voltar ao passado ou nos transportam para um evento específico, como o nascimento de um filho.

Os aromas são marcantes, porque olfato, memória e humor estão intimamente ligados. É que, quando sentimos um cheiro pela primeira vez , nosso cérebro produz uma associação entre cheiro e memória, ligando-o a um momento, um acontecimento, uma pessoa ou até mesmo a um objeto.

Essa é a nossa memória olfativa. É ela que consegue associar o cheiro do cloro àquele dia de verão no clube ou, simplesmente, deixar você feliz.

Começamos a criar essas associações antes mesmo de nascer , ainda no útero. Mas é na juventude que encontramos a maioria dos nossos aromas. Por isso, eles geralmente remetem à nossa infância.

O olfato está ligado a emoção: o aroma passa pela narina e atinge o sistema límbico, que aciona a memória para classificar os odores como agradável, desagradável, antigo ou recente.

É sabido que o olfato é o mais evocativo dos sentidos, fazendo a conexão entre as memórias , instintos e prazer, e estudá-lo de maneira completa   permite entender os segredos que envolvem a escolha de um perfume ou as memórias  que um odor pode trazer.

Cada pessoa possui um cheiro de sua preferência “ somos únicos”  , e essa preferência foi construída ao longo da sua vida, com experiências vivenciadas de forma positiva ou negativa. Juntem-se a isso a traços de personalidade  da pessoa e o acesso ao produto odorizante  e teremos sua assinatura aromática.

Agora  você já ouviu falar do termo “osmologia“ então saiba que é a ciência do futuro que  estuda os  o olfato e o os odores , dessa maneira podemos compreender mecanismos que constroem a influência  que o odor exerce sobre um indivíduo , mecanismo esse que  pode ser direcionado para o benefício do indivíduo além da simples perfumação. Os odores são extremamente importante e exercem grande influência em nosso comportamento no dia a dia , estando de maneira profunda em nossas vidas , mas aqui é importante destacar que essa ciência difere da aromaterapia e aromacologia.

E você? Qual odor que te leva de volta a infância?

Abraços, Inês Martins

Beleza natural, sempre!!

Tudo bem?  Pra você o que é beleza?

Difícil de responder né…. já que a humanidade vem buscando  responder a essa pergunta  através dos tempos , o “fato”  é que durante nossas vidas, o nosso conceito de beleza vai mudando o que é apropriado em uma  fase da vida pode ser inconveniente em outra.

Há menos de um século, o  dicionário  definia  beleza assim …“ beleza é a propriedade que agrada aos olhos, aos ouvidos e ao intelecto , ou seja é  a faculdade estética ou senso moral ”, mas é perceptível entender que a noção de beleza  sendo sinônimo de juventude não se sustenta mais no mundo globalizado pois como é de conhecimento a população está envelhecendo,  o conceito atual de beleza padrão prioriza simplesmente o que é agradável aos olhos, pesquisas mostram que “para a maioria das pessoas a crítica da autoimagem é interiorizada por volta dos 14 anos e continua desgastando a autoestima ao longo do amadurecimento.” Isso tem impacto na saúde e bem-estar , há estudos que demostram que “ quem aceita a sua própria aparência e mais feliz e saudável”,  o estresse de lutar contra a si mesmo pode  prejudicar a saúde e que por sua vez  afeta a aparência e o aspecto físico.

A beleza deve ser sobretudo algo para sentir-se, parecer e expressar-se melhor e às vezes para cuidar-se e agradar-se. O objetivo é promover um ”eu” mais saudável, relaxado , confiante e confortável, o que é bonito é, pode ser bem diferente do que os outros acham bonito, recuperar a beleza natural pode ser considerado um processo para reduzir a distância entre quem você é , genuinamente , e o que os outros veem.

Seja você mesmo, leve e solto!

Bjos, Inês Martins

Saiba mais sobre o refino em óleos vegetais

Falando de óleos vegetais , um  dos importantes processos aplicados aos óleos e gorduras para se obter produtos comestíveis é o seu refino. Ainda no fim do século XIX, o óleo era obtido por simples sedimentação.

O refino é utilizado principalmente para os óleos extraídos por solvente que apresentam sedimentos, cor e aroma desagradáveis, que impedem seu consumo direto. O óleo de palma, apesar da extração por prensagem, geralmente, é submetido ao refino físico em virtude de sua alta acidez.

Os óleos brutos contêm impurezas como ácidos graxos livres, mono e diglicerídios, pigmentos, metais, tocoferóis, esteróis, fosfatídios, ceras, resíduos de farelo, proteínas, açúcares, amido, pesticidas, micotoxinas, umidade, sujeira etc. Dependendo do tipo de matéria-prima e do método de extração, essas impurezas podem diferir significativamente de um óleo bruto para outro.

De todas essas impurezas, a remoção de ácidos graxos livres, fosfatídios, metais, pesticidas e micotoxinas é crítica, enquanto que tocoferóis e outros antioxidantes naturais devem ser mantidos.

Os ácidos graxos livres reduzem o ponto de fumaça dos óleos, enquanto que os metais são pró-oxidantes do óleo. Os fosfatídios precipitam e escurecem o óleo às altas temperaturas de desodorização.

Os fosfatídios, ceras, proteínas e resíduos sólidos formam um precipitado que influencia a aceitabilidade do óleo, o mesmo ocorrendo com os pigmentos já que o óleo de cor clara é o mais aceito pelo consumidor.

Os mono e diglicerídios, ácidos graxos livres e outras substâncias polares deixam o óleo sujeito a espumar.

Os fosfatídios e ácidos graxos livres devem ser removidos se o óleo for submetido à hidrogenação já que os mesmos são venenos de catalisador.

Hoje, a grande maioria dos óleos e gorduras para consumo humano é submetida aos processos de refino denominados refino químico e  refino físico.

No refino químico ou refino alcalino, as etapas principais são: degomagem, neutralização alcalina, seguida de lavagem com água, branqueamento, winterização (desceramento) e desodorização. Dependendo do tipo de óleo e das impurezas presentes, algumas etapas são omitidas. No processo de winterização, aplicado aos óleos de girassol e milho, as ceras do óleo são removidas.

O termo refino é, às vezes, usado para indicar o processo de neutralização ou desacidificação de óleos. Aqui, será usado para descrever a soma dos processos acima mencionados.

Das três operações principais que compõem o processo de refinação clássica, ou seja, neutralização, branqueamento e desodorização, a primeira é um processo químico, enquanto que as seguintes são essencialmente processos físicos.

Os óleos com baixa acidez, em geral, são submetidos ao refino alcalino, e óleos de alta acidez – para redução de perdas de processo –  ao  refino físico que é o mais indicado.

Os óleos refinados apresentam cor clara, são livres de sedimentos e quase sem sabor ou aroma.

Informações adicionais

Ponto de Fumaça- temperatura em que determinada gordura ou óleo começa a soltar fumaça (queimar o óleo).

GIOVANNA KUPFER & GIOVANNA BABY

Filha de Nathaniel Falber e Helen Weinfeld, dois judeus fugidos da segunda guerra mundial, Giovanna Kupfer nasceu em Roma, Itália. A família recebeu passaportes americanos devido ao reconhecimento aos atos heróicos de Nathaniel durante a Segunda Guerra Mundial. Aos doze anos de idade, Giovanna perdeu a sua mãe que acabou falecendo de câncer, e mudou-se com seu pai e seu irmão para o Brasil, para juntar-se a outros membros de sua família que haviam emigrado para o País.

E foi assim que o Brasil recebeu uma menina judia, que viria a se tornar uma poderosa empresária, respeitada e amada por todos aqueles que a conhecem.

Formada em artes plásticas pela FAAP, Giovanna dava aulas de artes para crianças (sua verdadeira paixão) quando se apaixonou pelo empresário Luiz Kupfer.

Desta união, além das três filhas (Helen, Karen e Mariana) surgiu a semente de um futuro brilhante, em 1972 Giovanna criava roupas para suas filhas pequenas. Seu senso de estética e seu extremo bom gosto começou chamar a atenção de outras mamães. A verdade é que naquela década, o Brasil não possuía moda infantil como nos dias de hoje. E Giovanna logo percebeu que existia uma oportunidade de desenvolver o seu talento, ou seja, dar para as crianças aquilo que elas queriam – conforto e estilo.

Sua primeira loja no bairro dos Jardins em São Paulo, não tinha nome na porta, mas tinha uma fachada inteiramente pintada de rosa. Uma loja conceitual, com decoração lúdica e roupas de design exclusivos e diferenciados. Bichos, brinquedos e bonecas enfeitavam a loja e faziam a nossa alegria. Lá, quem reinava éramos nós, as crianças.

NASCE UM CONCEITO OLFATIVO

Hoje em dia está na moda aromatizar estabelecimentos comercias, hotéis, colônishoppings e lojas. Marketing Olfativo é uma das tendências mais modernas de estratégia de venda. Mas será que isso realmente foi inventado pelos americanos e europeus e estamos copiando?

Vocês ficarão surpresos ao saber que na verdade, que Giovanna Kupfer, há muitas décadas atrás criou seu logo olfativo e aromatizou seus produtos e sua loja. Uma invenção que foi criada e desenvolvida somente pela mente brilhante e visão avançada de Giovanna.

Para ela, aquele mundo encantado e lúdico que ela iria oferecer as crianças e seus pais deveria ser perfumado. Partiu então para a sede da Firmenich na Suíça com a mala repleta de idéias. Fazer um perfume totalmente natural que pudesse ser usado por todas as crianças e que refletisse seu amor por elas.

Giovanna encontrou muitas dificuldades em ser recebida para expor suas idéias, foi até ignorada.

Mas sua perseverança e insistência (algumas das qualidades mais fortes de sua personalidade) acabaram por conquistar os executivos suíços.

Nascia então a colônia  Engarrafada em vidros de remédio e tampa de porcelana rosa, com rótulos colados a mão um a um.

O perfume que iria encantar por muitas gerações, tinha originalmente, notas de: alecrim, lavanda, lavandim, rosa, gerânio, sândalo, musk e baunilha. A genialidade e visão empresarial não parou por aí.

Sem muito capital para fazer publicidade e divulgar a marca, Giovanna abriu suas portas nas vésperas do Natal. Naquela madrugada, ela e um funcionário derramaram com conchas para sopa, litros de perfume Giovanna Baby pelas calçadas do bairro. A fragrância foi espalhada da porta para baixo, e quando o sol começou a brilhar, toda a região dos Jardins acordou inebriada com o perfume.

Todo mundo queria saber de onde vinha aquele cheirinho tão especial, a Alameda Franca era o endereço das gavetas, bonecas, saches, roupas e ambientes perfumados. A partir daí, o sonho de toda criança era ter uma boneca pintada a mão e cheirosa da Giovanna Baby.

O sonho de toda mãe era ter saches perfumados nas gavetas do quarto do bebê. Todos nós queríamos e trouxemos para casa um pouco do amor e dos sonhos de Giovanna.

Ela estava presente nas nossas vidas de modo permanente.

A marca cresceu e muitas lojas foram abertas (28 lojas e 700 franquias), porém a qualidade dos produtos e dos serviços jamais diminuiu. Giovanna e seu querido Luiz cuidavam de seus negócios como uma quarta filha. Cresceu tanto que chegou a ter endereço na Quinta Avenida em Nova York, num espaço maravilhoso dentro da exclusiva loja Bergdorf Goodman.

A marca também era vendida nas Lojas Neiman Marcus, outro endereço chique da cidade.

O Perfume, que já era indicado por todos pediatras, fazia concorrência com o gigante Johnson & Johnson.

Um produto que começou de um sonho e destinado aos bebês e as crianças acabou se transformando numa febre nacional. Todo mundo dava de presente para a namorada um perfume Giovanna Baby. Adolescentes e adultos (inclusive o público masculino) adotaram o perfume.

Além do logo olfativo, marketing olfativo, tecidos 100% orgânicos e ações sociais voltadas aos seus funcionários, conceitos que ela já naquela época adotava (idéias que estão em pleno vapor 40 anos depois), Giovanna criou outro conceito que poucos sabem ser de sua autoria. Você se acha moderninho por freqüentar o Armani Café ou outras lojas que possuem espaços gourmet, como a Daslu?

Nos anos 70/80, Giovanna criou a Giovanna Mother, uma loja para as mulheres grávidas e futuras clientes da Giovanna Baby. Dentro dela existia um espaço para tomar chás e chocolates quentes, com croissants de chocolate que eram um sonho. Doces e bolos eram servidos nas tardes chiques paulistanas. Um espaço gourmet dentro da loja onde as mulheres se encontravam para conversar, descansar um pouquinho e fazer compras, muitas compras.

Os anos passaram e Giovanna Baby já estava consagrada como a colônia brasileira de maior sucesso de vendas. O perfume recebeu uma nova embalagem, com design avançado que lembrava o formato de um corpinho de bebê (que chegou a ser copiado por várias marcas, anos depois).

A linha foi ampliada oferecendo : cremes, shampoos e outros produtos foram desenvolvidos. Tudo ia bem para a família Kupfer, o sonho tinha se tornado realidade.

O CAMINHO DAS PEDRAS

Giovanna Kupfer perdeu seu marido para o câncer, e logo após a sua morte a marca sofreu grandes transformações. Após inúmeras batalhas na justiça, Giovanna acabou perdendo o seu segundo grande amor – sua fábrica de sonhos.

Em busca de um novo caminho, embarcou de volta para os Estados Unidos onde começou um novo sonho.

Lá conheceu James, seu segundo marido, mas a felicidade não veio sozinha. Giovanna também contraiu câncer e está atualmente vencendo bravamente, dia após dia, a sua própria batalha (que ela vai vencer, tenho certeza!).

Filhas crescidas e encaminhadas, netinhos nascendo, Giovanna passou a se dedicar a um projeto totalmente diferente: um Spa com tratamentos não invasivos, com produtos orgânicos e serviços de altíssima qualidade profissional, que oferecem benefícios verdadeiros e de longo prazo.

A experiência acumulada esses anos todos, aliada ao profissionalismo e ao amor ao próximo, tornou seu novo endereço famoso. Produtos inovadores, técnicas internacionais e brasileiras são oferecidas com sofisticação e carinho. Celebridades freqüentam, mas segundo ela, todos são celebridades em seu SPA, batizado de SPA Já.